Começaremos pela inflação.

A renda pessoal disponível dos residentes de uma localidade, estado ou país é calculada a partir do valor dos rendimentos oriundos do trabalho, quando a pessoa é assalariada; dos lucros, no caso dos empregadores sejam nos setores da agropecuária, indústria, comércio, serviços ou construção civil; dos juros, para bancos e similares; dividendos, para todos que têm em seu portfólio ações; arrendamento da terra, quando se faz locação de terras, pastagens etc.

Os rendimentos pessoais disponíveis dependerão dos tributos (diretos e indiretos). É isso que irá permitir que as pessoas consumam uma certa quantidade de bens e serviços a um preço médio dos itens. Logo, os tributos devem ser a primeira preocupação dos indivíduos quando estabelecem seus planos de consumo.

Quando há inflação persistente e com perspectiva de aumento, os contratos anuais sofrem perdas acima do que foi possivelmente esperado. Logo, o índice de inflação e da correção dos contratos de trabalho, de preços de mercadorias e serviços, das tarifas públicas etc. é que servirão para a recomposição dos rendimentos.

Da perspectiva dos consumidores, o poder de compra dependerá da renda pessoal disponível e do comportamento dos preços. Quando há inflação, o poder de compra das pessoas cai e os ajustamentos de quantidades ocorrem. Isto significa que as pessoas diminuem a quantidade e/ou substituem produtos com diferentes qualidades.

Logo, a inflação transfere a renda de trabalhadores para as unidades produtivas. Por outro lado, há uma redistribuição dos rendimentos entre empresas pequenas, médias e grandes. Aquelas que dominam mais o mercado, podem ganhar mais do que aquelas que não apresentam poder de mercado.

E os juros, como afetam os rendimentos e as empresas?

Os juros afetam a economia da perspectiva do endividamento, tanto de empresas quanto de consumidores. Empresas que têm fluxo de caixa positivo, ou seja, são credoras, elas podem utilizar os juros altos para lucrarem com aplicações financeiras.

Na situação de empresas devedoras, os juros elevados prejudicam a capacidade de pagamento e a sustentabilidade financeira e econômica do empreendimento. 

Para os consumidores, a situação acima é análoga a das empresas credoras e devedoras. Contudo há um agravante para as empresas:

- Uma empresa credora, com consumidores muito devedores, poderá ter problema de demanda, por dificuldade de pagamento; uma empresa devedora, com consumidores devedores terá um problema muito maior. Logo, a condição econômica própria da empresa e do seu mercado consumidor são prejudicados pela inflação e pelos juros altos!

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